terça-feira, 15 de novembro de 2011

" Mas se você olhar vai ver
que tudo está errado
porque ao seu lado
não existe um lugar para mim... "

domingo, 13 de novembro de 2011

Das Duas Às Cinco

É o escuro. E a lembrança. Meus olhos escorriam e eu nem ao menos via os seus.
Quente, frio, ou seja lá mais o que exista, quando foi que esqueci o que senti?
O fato é que é só meu, o que fato é que é só nosso. E que ninguém mais vai lembrar. Ou mais ninguém pode sentir. Os dedos. Os ombros. Sua boca. A minha. E a madrugada em que fugi. De mim mesma. Da casa. Da vida. E me deixei ser, só sentidos. E até meus sentimentos resolvi que devia esquecer. Mas só de tentar, me lembro. E me lembrei aqui, depois de você, depois de mim. Depois do que não consegui abandonar. Do que descobri não ter. Do que sinto falta de ouvir. Do que nunca cheguei a te dizer. Me lembrei do que eu quero. Me lembrei de tudo mais. Eu quero o mundo e algo assim. E aqui estamos, só nós dois. Ou só eu e só você. A sós. Querendo encontrar de novo algo que nos dê sentido e não nos abandone. E nos faça mais uma vez tudo aquilo que um dia quisemos ser.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É o som da água caindo. É o seu sorriso que não me diz nada, mas vive cantando por aí algo que me faz lembrar.

Sonho

Castanho claro. Dourado. Loiro escuro. Meus dentes brancos. Seus movimentos toscos. Suas frases sem significado. Seus amigos bobos. Suas costas. E eu de longe. Passos firmes. Minha concentração desatenta. A ti vejo, ao mundo sinto. Olhares ignoro. Presenças despresentes. Sorrisos dessorridos. Te toco, te esbarro. Seus olhos. Os meus. Meus lábios, os teus. Um beijo. Um abraço. Te olho, me vejo. Eu saio, não viro. O que me prendia ali se foi. Te busco em mim, me encontro. Ar puro, os olhos. Escuro. Eu vejo. A luz que vem. São as pálpebras que abro. Eu sinto. O vento. O céu. E todas as estrelas que nunca vou entender.

Junto com o cinza da gente

E lá vou eu mais uma vez perdida entre discursos vazios e sorrisos despidos de qualquer sentimentalismo. Talvez todos esses ensaios de vida, sirvam ao menos pra convencer plásticos envaidecidos por seus movimentos toscos de que valha a pena existir por acaso. Mas tantos faz, seus olhos esvaídos por preocupações pueris não te deixariam enxergar o que quer que seja que eu queira dizer. E eu que não consigo te esquecer...