domingo, 18 de março de 2012
Eu só queria
sábado, 10 de dezembro de 2011
Mais ou Menos
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Sonho Bom
domingo, 13 de novembro de 2011
Das Duas Às Cinco
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Sonho
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Mundo
terça-feira, 4 de outubro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
M de homem
domingo, 11 de setembro de 2011
Última noite, criança
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Vem!
domingo, 15 de agosto de 2010
Lágrimas de Céu
Foi um sorriso doce que se escapulia sapeca, como uma criança que insiste em correr mesmo nem sabendo andar. Uma criança que correu, que corre e que voa de vez enquando. Como agora, quando as palpebras fecharam-se e os braços deslizaram rápidos pra logo em seguida planarem calmos e serenos. Como agora, uma criança vivaz que insiste em correr pra tão longe, tão distante, que nem andando conseguiria calcular. Que nem voando saberia quando chegar. Que corre mesmo não sabendo onde pisar. Que vai, vai, e enche o peito de um ar resvaladiço, passageiro contrário a sua direção. E se enche dele, deixa-se dominar até que nada mais não caiba lá. Até que suas pernas ardam e a curva esteja próxima. Então para e olha pra trás, olha o que deixou e consente que dancem pelos lábios deleitosos sabores de passado e saudade.
Enfim sigo andando com o sereno fino da madrugada de companhia e o pulso forte que não me deixa esquecer do quanto lágrimas de céu me fazem bem. De como esses brilhos que me encharcam a pele a fazem sorrir e vibrar com a perspectiva de novos dias. Ou noites.
domingo, 4 de julho de 2010
Minha casa com você e o meu caso também
E vai parar, começar a pensar e procurar um sentido nisso tudo. Algum motivo pra continuar, algo que lhe dê forças. Talvez até pense em si matar. Ou mudar pro Hawaii e montar um restaurante. Às vezes em virar um naturalista ou um ativista no Tibet. E então se lembre de seus filhos, e de sua mulher. De como o sorriso dela pode fechar todo o quarteirão e parar o transito de uma cidade inteira. Ou ao menos o transito de sua cidade inteira. Vai lembrar deles correndo pelo jardim e pensar em como coisinhas tão lindas podem ter saído de você. Lembrar da mais nova gaguejando “papai”, e do mais velho aprendendo a jogar de verdade. A do meio com o skate no pé. O mais velho lhe vencendo na corrida. A do meio aprendendo a cantar. Da onde ela tirou aquela afinação? Ele nem devia saber cantar mais... A mais nova pedindo colo. O mais velho ajuda no dever de casa. Eles comendo pipoca na sala, e os olhos da mulher junto aos seus. Como fora que conseguira alguém tão perfeito assim? Por que mesmo ela lhe escolhera? Então vai pensar em como é sortudo. E em como foi ridículo pensar em si matar, ou em achar que tudo é ruim, que tudo é muito ruim, como todos parecem querer mostrar que é. E vai querer correr na praia de manhã e levar os filhos no parque, vai querer levar a família pra morar lá e depois rir da ideia. Quando fora mesmo que perdera a capacidade de rir assim de si mesmo? De querer o louco? De buscar aventuras? E vai pensar que talvez esteja ficando velho e de que devia levar a mulher ao Monte Santa Helena, como ela sempre quisera ir. Que deviam se mudar pro Hawaii e abrir aquele restaurante que sempre sonharam. Ou passar um ano velejando no projeto de sua esposa. E vai pensar na merda de trabalho que escolhera e como ele ocupava tempo demais de sua vida. De como era ruim trabalhar cinco dias pra viver só dois. De como não lhe valera de nada ganhar bem assim. De como seus maiores prazeres agora não vinham do dinheiro que tinha. E de que tudo o que lhe trazia sentido na vida nem em último lugar o trabalho tinha alguma relação. E vai querer saber da onde tirou a ideia estúpida de trabalhar com isso e não ser comentarista de esportes. E talvez perceba que o problema não era com as profissões, era com seus sonhos. E onde os guardara. De como gastara um tempo idiotamente grande se tornando tudo aquilo que sempre ridicularizava e ironizava. E chegue em casa e conte a sua mulher tudo o que queria fazer e de que essa vida não era tudo o que ele sonhara. Ainda. E ela lhe beije e diga que o ama e que um ano velejando era tudo o que ela precisava ouvir. E você se demita, ou tire férias pra começar a pensar em algo novo pra fazer. Ou começar a procurar nos classificados uma casa no Caribe. Talvez você também descubra que não é tão fácil assim, e talvez passe por dificuldades. Mas em meio à busca nunca mais pare pra pensar em se matar de novo. Porque apesar de todo fodido e sem dinheiro, você tem a mulher dos seus sonhos, filhos lindos pra criar e várias páginas em branco pra escrever. E que apesar de tudo estar uma bagunça com a sua mudança de casa, sua vida não poderia ser mais perfeita. E descubra que quando se faz o que se gosta, não importa como, as coisas simplesmente se acertam.
domingo, 16 de maio de 2010
Ai, que vontande de escrever...
*ai que vontade de escrever :/
H. diz:
*escreve amor
*vai no blog
*e detona
*põe pra fora
*xD
JJ. diz:
*mas não sei o que escrever :~
*AHHIOAEHIOEAHOEHIOOAE
H. diz:
*o0
*lol
JJ. diz:
*só vontade ._.
H. diz:
*aFDJAEjfaeoihfaef
JJ. diz:
*vontade que vem e não passa ._.
*que vai crescendo, devagarinho, e se escondendo nos espacinhos do meu dia...
*no café da manhã e o passarinho que cantou lá fora
*e eu que nem vi voar...
JJ. diz:
*e na roupa que vesti antes de ir pra aula, e o pingo de tinta que misturou-se a ela e que nem notei ._.
H. diz:
*ahh
*continua
*._.
*eu tava aki esperando
*a próxima frase
*=(
JJ. diz:
*eu estava abrindo o word, mas mas mas...
H. diz:
*por favor?
JJ. diz:
*aaah... :S
H. diz:
* vai vai vaaai?
JJ. diz:
*'tá bem...
*então, onde eu tinha parado mesmo?
JJ. diz:
*aaah sim, e na manhã, nas pessoas andando apressadas pela rua, algumas até correndo....
JJ. diz:
*sei lá pra onde, às vezes é só atraso... quem sabe atrás de um beijo que esqueceram no vizinho ou da chave que ficou pra fora da fechadura.
*às vezes estão só seguindo o mesmo caminho de sempre, puro hábito, rotina que vai servindo de caminho, e vai levando, e levando... E me trazendo aquela vontande...
*aquela que vou escondendo pelos vãos e frestas que me perseguem e que é a mesma que vejo atrás do sorriso do carteiro;
*e aquelas que vem saltitantes pelas pedrinhas da rua,
*e que me cantam aos ouvidos,
*as notas leves e frias da manhã.
post nada bom, mas ainda sim pro meu heath, por ele que sempre me fazer lembrar o quão doce a vida pode ser, e por me amar assim, só por eu ser, como devo ser.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
um pedacinho do bolo
_ Vendo pedaços de palavras tão fortes e queridas perguntou-se então, mais uma vez, como ela consegue? Ser tão boa no mais simples que faz? Em seu íntimo foi relembrando textos, remoendo vivas, remexendo em si. Lembrou-se de vozes alheias apagadas por sua mistura de palavras tão viciante que chegava a entorpecer. E os olhos esperançosos que só podia imaginar? E lógico, as palavras de surpresa que guardava tão carinhosamente em sua caixinha de joias. Caixinha esta que escondia no bolso e levava consigo para que acalentassem-na sempre que necessário, ou podemos ler simplesmente, possível. E as letras de outros? Aaah, estas serviam de cobertor à noite e as vezes ocupavam o lugar dos ursinhos, que infelizmente já não enchiam metade do quarto. Quem sabe onde estariam... Quem sabe sorrindo com outras crianças ou fazendo de ciscos amiguinhos. Quem sabe... Mas o fato é que a ela já não serviam de consolo. As brincadeiras de antes, tão simples, já não satisfaziam. E as explicações fáceis que já nada explicavam? Assim também era com a pelúcia que antes tão bem confortava.
É... o tempo insiste em usar todo o potencial de suas grandes pernas substanciosas...
E agora podia ver alguns pequenos gestos tortos, e seus muitos motivos. Motivos vivos, motivos vulcanosos, motivos seus. Assim lembrou-se do amor e também de pequenas políticas. Lembrou-se do fel e do gosto muito doce do um bem acompanhado ou quem sabe até do nove que muitas vezes revoltado por não ser dez brilhava muito mais. Brilho cor de mel, com gosto de mel e cheiro também. Talvez com mel demais... Com o cair das folhas, o doce perdeu-lhe a graça. Perdeu-lhe a pose e os rodopios simétricos. Perdeu-lhe o rosto de porcelana e a postura de bailarina. Perdeu-lhe o som, perdeu-lhe a canção e a melodia. Então perdida, no escuro assustador dos ouvidos, sentiu-se só. E tão só consigo viu seus gritos ecoando, quentes, pelo corredor. E de suas cores notou os pontos fervilhantes de revolta, os pontos ácidos de críticas, os pontos viris de metáforas. Metáforas tantas que afogava-se entre cadeiras, comidas e ventiladores. E no meio de tanta bagunça pode notar enfim que seus olhos fortes e suas mãos macias de dedinhos pequeninos estavam ali pra mexer com o de fora, não o de dentro.