sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Sonho Bom
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Sonho
terça-feira, 4 de outubro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
M de homem
domingo, 11 de setembro de 2011
Última noite, criança
terça-feira, 5 de julho de 2011
A primeira letra do começo
sábado, 12 de março de 2011
E vem como o mar...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
And I don't need...
Em minha mente, músicas insistentes no silêncio a espera de seus dedos. Já os meus, ah! Meus dedos brandem ágeis procurando esconder o tremular que só de pensar me vem. Também meu peito vibra, e pede o abraço a me cobrir e transbordar. Uma, duas, quantas vezes quiser... E o pescoço oblíquo espera o toque embaraçado que de doce a bravio nem um segundo separa. Mas que não mais do que isso também duram. E você foge, eu fico. Mas me leva também. E na dúvida me encaro tão lá quanto em qualquer outro lugar. E fecho os olhos buscando algo que me prenda às margens desenhadas. Para logo já não saber quando foi que o gravite deixou os sonhos despertar.
... another kind of green to know: I'm on the right side with YOU. ♪
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Dezenove
Abro os olhos, conto um a um: dezenove pela janela, eles sorriem. Canela, um pouquinho de avelã, tão meu, tão familiar que o peito até dói. Nada de lembranças, nada que me faça correr, apenas o gosto estranho de sono bem dormido. Minhas mãos apertam os lençóis. Mas logo me encolho e me estico, meus dedos tocam os olhos, meus dentes mordem os lábios, são eles que estão indo. Dezessete eu já tenho, mas quantos verei quando tiver dezenove? Talvez eu nem saiba mais contar... Vai ver serão os mesmos, mas mesmo assim eu não os veja. Talvez eles cantem, ou me gritem até enrouquecer... Quem sabe eu fique surda. Talvez entrem mais pelo vidro que irei ganhar ou vai ver eu os prenda em uma garrafa. Não, não, eles vão estar lá. Vão com suas cores, vão por minha sombra. Eles vão comigo. Talvez eles cresçam, ou quem sabe encolham, mas ainda assim, sempre estarão por perto. Além do mais, pela janela ela também me vê. E ela eu sei, nunca nem pode me deixar. Meus dentes me apertam de novo, não me lembro quando ele sorriu pela última vez com as palavras, mas elas estavam correndo outra vez. Ainda bem, eu também preciso delas.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Just Like Heaven
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
good day
" A luz brilhante do sol bate a porta e não espera que lhe dêem passagem. Arromba janelas, espreme-se por frestas e gretas, invade e doma a escuridão. Enche tudo o que toca e quando enfim noto, o festim já vai longe, deixando-me só com risos, gritos e fogos. Um turbilhão de emoções embrenhando-se pelas vigas da construção. Estremecendo-lhe paredes. Enraizando-se em pisos. Um enorme banquete disposto pelo cômodo, majestoso, de grandeza leve e pura.
Penas brancas compõem pequenas asas crescentes em minhas costas. Mas essas somente batem de verdade enquanto sou convidada a entrar naquela dança por seu lindo sorriso. Minh’alma valseia pelo salão preenchendo todo o vazio antes por ele imposto. Uma brisa cálida percorre-me enquanto meus pequenos giros fazem a seda clara de meu vestido anil ganhar vida. Como as chamas agitadas de uma fogueira em princípio de noite, a plenitude trazia luz e fogo ao ambiente. Plenitude esta, óbvia, já que vista de fontes cristalinas. Águas claras que escorriam de buracos, jorravam de paredes, fugiam da prisão...
Minhas pupilas cerradas gargalham sem-vergonhas, buscando compartilhar também da euforia. Calma. Agora falta pouco.
Pequenos pássaros invadem o diminuto, porém augusto palácio com seus cantos de início baixos e serenos, mas que ganham força e podem, em segundos, ser considerados a mais bela das sinfonias. O vento fresco da manhã pinica em minha pele cobrindo-me com a protetora manta da aurora e o cheiro orvalhado e de frutos silvestres transpõe os limites físicos e toma meu ser. A procura de mais do perfume doce e sutil inspiro profundamente. Em seguida mecho-me preguiçosamente a procura de maior conforto e esfregando levemente o rosto no travesseiro finalmente meus olhos piscam atordoados e abrem-se para o deleite da mágica de mais uma manhã de verão. "