Porque de vez em quando, só de vez em quando, a gente fica assim. Para assim. Sente assim. E se pergunta o que fez de errado e o que não deu certo. O que a gente não sabe é que não houve nada errado, nada que poderia dar certo. Tudo aconteceu como deveria ser, e se não deu, não deu. Não é culpa do que fez com outros, não é sua culpa, não é culpa de ninguém. Só não deu certo. Só não aconteceu tudo ou qualquer coisa que você queria que acontecesse. Só não acompanhou sua imaginação. E se é pra colocar culpa em alguém, que seja nela. Nela que pensou e não fez, nela que te iludiu e se esqueceu que não podia cumprir. Nela que disse e não falou. Nela que continua com um monte de dúvidas que você não pode, ou não quer mais ter as respostas, simplesmente porque não faz mais sentido, ou talvez nunca tenha feito.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Garotos
" Garotos gostam de iludir
Sorrisos, planos, promessas demais!
Eles escondem o que mais querem:
Que eu seja a outra entre outras iguais...
Sorrisos, planos, promessas demais!
Eles escondem o que mais querem:
Que eu seja a outra entre outras iguais...
São sempre os mesmos sonhos de quantidade e tamanho...
(...)
Talvez você seja melhor que os outros,
Talvez, quem sabe goste de mim...
Talvez você seja melhor que os outros,
Talvez, quem sabe goste de mim...
(...)
Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção,
Romance de estação,
Desejo sem paixão... "
Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção,
Romance de estação,
Desejo sem paixão... "
terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Só Meu
"Só o amor não concretizado é romântico..."
(Vicky Cristina Barcelona)
E pra que dizer? Faz que nem eu, faz! Só fica, que o silêncio é mais verdadeiro. Se não quer, não diz. Faz que nem eu, faz! Era bom não ter nada e só um verão pra aproveitar. Melhor que esse tudo e quase nada pra levar. Agora diz, pra que? Esse silêncio agora não é de paz, é de covardia. É do que eu não disse, mas que você nem admitiu querer, fingiu nem cogitar a hipótese. Era só dizer tchau. Era só não me pedir pra ficar, era só não me guardar pra te proteger do amor que ainda sente. Que eu sabia, que eu sei. Que eu nem ligava. E que você nunca me deixou esquecer. Quer dizer, melhor assim. Mas precisava disso tudo? Era só ter me deixado em casa. Depois do tchau.
É o trigo no campo, que parece balançar de novo, tão loiro quanto antes, tão velho quanto antes. Tão só que me deixa ir sem soprar no meu ouvido. Que não me vê ir embora, mas que ainda assim diz que correu pra me encontrar. Eu já conheço esse refrão, só meu. Eu já conheço esse refrão...
sábado, 14 de maio de 2011
Embriagada
Diz que vai sentir falta do meu sorriso de manhã e do quarto tão desarrumado... Mesmo que seja só pra depois se desmentir quando eu já não quiser mais falar nada. Mesmo que seja só pra arrancar um sorriso besta meu, de incrédula, lógico. Mesmo que dessa vez seja só mais uma das mentiras não sinceras que nos últimos dias eu não quis acreditar. Mesmo que seja só pra que eu possa te abraçar forte, aperto, carinho, amasso, mesmo que só desculpa... Mesmo que só mentira. Mesmo que só você. Mesmo que daqui pra frente o ‘eu te amo de manhã’ fique pra de noite, pra de madrugada, pra bebedeira e o mole do telefone em minha cabeceira. Mesmo que o meu erro tenha sido não poder mais te amar. E o seu, querer amar demais. Demais de mim. Demais pra mim. Demais de quem quer que seja que lhe tenha encontrado.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Diz a verdade que eu quero ouvir
Diz, diz que é verdade. Inventa. Convence. Seduz. Sorri. E vem. Vem que também quero acreditar. Me espere chegar bem perto. Me espere de sobrancelha erguida. Me espere já sabendo o que dizer. E diga. Derrame tudo de novo. Depois pare. Me deixe rir. Me deixe ver. Me deixe sentir toda a pena que pra você é perdão. E então me deixe dizer o quanto você conta de uma boneca a qual inventou. Do quanto não existe a importância que agora te importou. Do quanto eu posso continuar sorrindo, independente do que você diga.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Um bocado demais de mim,
e um pedacinho seu...
Dizem que às vezes as meninas são estranhas. Quase sempre. Mas hoje está difícil até pra mim me entender. Tudo tão certo, tudo tão errado. E um esforço muito grande pra me esconder. Uma vontade muito grande de me entregar. Tanto que pensamentos me assustam. Tanto que já não sei se sou eu ou é você. Em uma ciranda de clichês de amor que tem fim. Ou se quisá houve amor... E vou me perdendo em flashes só meus. Me esquecendo dos braços a me cercar. Me agarrando ao seu sorriso falso. Me contorcendo em mentiras tortas. Me tornando quase irreal em verdades hipócritas, com as quais quero até me enganar. Me deixando seduzir mais uma vez por minha imaginação. Tão irrelevantemente certo. Tão óbvio. Tão meu...
domingo, 19 de dezembro de 2010
O que eu tinha pra falar
Vontade de gritar. De dizer que não espero nada do futuro e que posso fazer. Que quero tudo agora e não faz o mínimo sentido esperar. Te repetir que admiração não é amor e não me importa o que parece certo. Que não sei de nada e vou continuar sem saber. Mas não tenho a menor dúvida quanto ao que não quero deixar de arriscar. Que deixar pra ser eu mesma depois é exatamente o tipo de erro ao qual não pretendo cometer mais uma vez. Berrar minha impulsividade até você entender e tapar todos esses buracos que ficaram no caminho entre nós dois. Te abraçar forte com a certeza do que sinto e te pedir pra repetir tudo de quando você não tinha certeza de nada.
Vontade de gritar sem me sentir culpada. Ou de dizer que não mando na merda do meu coração. E que ninguém manda. E que eu já não sei mais o que você quis dizer. E que esse monte de pontos de interrogação não me servem nem de pergunta nem de resposta. E que tudo como está pode ser insuportável às vezes. E dizer que não quero nada, nem seu futuro, nem sua presença, nem suas lágrimas. Só a certeza de que também sentiu o que arrastou o meu peito e o fez vibrar. Que os seus braços ao meu redor foram de verdade e que meu pescoço não imaginou o que sentiu.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Quase Amor!
" Como são tristes os pactos silenciosos entre aqueles que quase se amam! Que se seduziram, se tentaram, mas, por algum motivo anterior a ele, não se consolidaram amantes. Eles se encontram numa porta de cinema - entre um ou outro amigo em comum -, ora os dois sozinhos, sabendo-se comprometidos; ora um acompanhando, em desvantagem de olhar; ora os dois em casais, como no velho pagode: "ela e o namorado dela, eu e minha namorada". E não há o que dizer.
Há o pensamento - indômito! -, ávido por devanear hipóteses e, logo, abafá-las em algum lugar remoto entre o arrependimento e a esperança. O qual manda a razão chamar de sensatez. Como teria sido minha vida com ela? Como teria sido com ele? Se ao menos aquele jantar tivesse acontecido... Não há tempo verbal mais angustiante - e paralisante - que o futuro do pretérito. Até quando ele vai ter a chance de ser o futuro do presente?
Ex-amores tiveram a sua. Não aproveitaram. Vivem sob o consolo do inevitável, do “não era para ser”, “não dá”, “então diga que valeu”. Quase amores não valeram, ora. Não foram. Não voltaram. Ficaram entalados ali, mesmo quando correspondidos. Correspondidos no quase. No “peraí que eu já volto já”. O quase, como o amor, é infinito enquanto dura – mas dura mais. Pode doer menos, mas jamais se esvai. É o triunfo da fantasia sobre a realidade e suas lembranças. Da saudade do que nem começou sobre a saudade do que já se foi. É o pênalti perdido, a bola que não entrou.
Fica.
Por um “erro” de cálculo do destino - para não dizer, às vezes, nosso -, não aconteceu. Nunca se ajeitou o tal do timing. “Melhor assim”, dirão aqueles em cuja mentira preferem - ou precisam-crer, todos mestres em colocar defeitos naquilo - e naqueles - que não possuem. É o mecanismo de defesa da vida que segue, da bola pra frente, do vamos com tudo que a carroça – mais que a fila – tem que andar. E talvez elas – as carroças – se esbarrem mesmo lá na frente, onde o silêncio poderá ao menos dar palavra a um gesto, embora não, não nos guiemos pela possibilidade, sabe-se lá vindoura.
Como são tristes os pactos silenciosos entre aqueles que quase se amaram! Eles trocam pensamentos ininteligíveis uns com os outros, e depois, descaradamente, se viram para seus atuais – e quiçá vitalícios - amores – ou tão somente amores, grandes amores, quem dirá que não? -, num abraço arrebatado de uma saudade que não lhes pertence, ou num telefonema carregado de um desejo que não despertaram, como se descarregassem silêncios antigos em quem agora lhes é de direito. Ah, como são verdadeiros os falsos gestos de amor! O que seria amar senão descarregar em alguém todo – ou quase todo – o nosso amor acumulado? Sorte a de quem passou do quase, e tem hoje quem o descarregue em si. "
(Felipe Moura Brasil)
Há o pensamento - indômito! -, ávido por devanear hipóteses e, logo, abafá-las em algum lugar remoto entre o arrependimento e a esperança. O qual manda a razão chamar de sensatez. Como teria sido minha vida com ela? Como teria sido com ele? Se ao menos aquele jantar tivesse acontecido... Não há tempo verbal mais angustiante - e paralisante - que o futuro do pretérito. Até quando ele vai ter a chance de ser o futuro do presente?
Ex-amores tiveram a sua. Não aproveitaram. Vivem sob o consolo do inevitável, do “não era para ser”, “não dá”, “então diga que valeu”. Quase amores não valeram, ora. Não foram. Não voltaram. Ficaram entalados ali, mesmo quando correspondidos. Correspondidos no quase. No “peraí que eu já volto já”. O quase, como o amor, é infinito enquanto dura – mas dura mais. Pode doer menos, mas jamais se esvai. É o triunfo da fantasia sobre a realidade e suas lembranças. Da saudade do que nem começou sobre a saudade do que já se foi. É o pênalti perdido, a bola que não entrou.
Fica.
Por um “erro” de cálculo do destino - para não dizer, às vezes, nosso -, não aconteceu. Nunca se ajeitou o tal do timing. “Melhor assim”, dirão aqueles em cuja mentira preferem - ou precisam-crer, todos mestres em colocar defeitos naquilo - e naqueles - que não possuem. É o mecanismo de defesa da vida que segue, da bola pra frente, do vamos com tudo que a carroça – mais que a fila – tem que andar. E talvez elas – as carroças – se esbarrem mesmo lá na frente, onde o silêncio poderá ao menos dar palavra a um gesto, embora não, não nos guiemos pela possibilidade, sabe-se lá vindoura.
Como são tristes os pactos silenciosos entre aqueles que quase se amaram! Eles trocam pensamentos ininteligíveis uns com os outros, e depois, descaradamente, se viram para seus atuais – e quiçá vitalícios - amores – ou tão somente amores, grandes amores, quem dirá que não? -, num abraço arrebatado de uma saudade que não lhes pertence, ou num telefonema carregado de um desejo que não despertaram, como se descarregassem silêncios antigos em quem agora lhes é de direito. Ah, como são verdadeiros os falsos gestos de amor! O que seria amar senão descarregar em alguém todo – ou quase todo – o nosso amor acumulado? Sorte a de quem passou do quase, e tem hoje quem o descarregue em si. "
(Felipe Moura Brasil)
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ook, ook, já sei: recaída. tudo bem, tudo bem. 'tá tudo super estranho né? (:
mas aqui é novo, é diferente. e apesar das lembraças do primeiro/segundo ano formigarem na garganta o pacto silencioso continua... haha, aah, tudo que poderia ter sido...
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por que eu não sou um gênio?
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