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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sonho Bom

Você trocou de tempo e de amor, de música e de ideias (...) mas em si, nada vai mudar (8)

E do inesperado enfim, surge-me azul um céu de estrelas.
E é sua boca, seus olhos e o final dado por mim;
E é o grito, o escárnio e a dor que eu jurei não sentir
E não sinto, não me tem.

E eu ouvi outra vez as mesmas palavras com vozes distantes e novas.
E eu ouvi dizer que existe um mundo lá fora diferente de tudo que tenho dentro de mim;
E talvez eu vá buscar, algo que já não me jure perdão e sim sutilezas.
Alguém de vermelhos e imaginação que vem saído de algo mais que só um sonho bom.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

M de homem

Porque é de madrugada que te espero em um suspiro falso de ansiedade. Porque eu sei te esperar... E de lento, passa a lebre. Me olha por mais quatro meses, vai! Me marca mais que todas as promessas depois do quarto dia. Ele sabe o certo, você o quer. Então vem, que mais quatro meses de agonia vão me matar. Só diz oi, ou me olha de longe, e vem chegando, devagarinho... Até me encontrar e sorrir, ao balbuciar um inaudível: "senti saudades!" que vou fingir não acreditar pra que não pense que sou tão boba assim. Mas que vou adorar como a mais sincera das mentiras, e prometer a mim mesma não esquecer. Agora vem, que já tá tarde e eu preciso dormir, diz que vai estar lá e me esperar praquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje... Vai citando Nando Reis e me fazendo esquecer como é estar sem você, e eu já não vou querer mais saber.

sábado, 10 de setembro de 2011

Homem

Zangado: O que você considera como homem?
Feliz: Homem é aquele que me faz feliz quando sou quem eu sou. Homem é aquele que me faz sentir mulher por estar com ele, não quando tenho que lhe provar o quanto está sendo imaturo. Homem é aquele que está disposto a correr riscos em busca do que quer, não simplesmente pisar até onde seu pé alcança. Homem é aquele que sabe me dar uma bronca quando esqueço de ser mulher e de estar comigo quando só quero ser uma menina. Homem é saber ser responsável por suas ações e nem por isso se sentir essencial ou necessário em tudo o que faz. Homem é saber ver onde estou errando e respeitar a minha individualidade de amadurecimento. E, principalmente, escolher estar comigo junto de tudo isso. Homem é saber filtrar todos os comentários e não ter vergonha das suas escolhas. Homem é ouvir a mulher nos dizeres de menina e tentar entender a profundidade de se enxergar grande mesmo quando se vê pequena. Homem é ter certeza do que quer e só querer quando tem certeza. Homem é se fazer presente mesmo quando longe. Homem é ter paixão pelo o que se busca e confiar no que se tem. Ser homem é viver sem ter vergonha de poder morrer amanhã.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vem!

Vem! Trás de novo aquela certeza dúbia de que ainda ia te ver cantar.
Vem! Me abraça vai, que seu canto traz saudade, mas o aperto de te ter por perto me dói muito mais.
Vem! Diz que me ama e mais aquele monte de coisas que eu sempre duvidei em que fosse acreditar.
Vem! Fica aqui só mais um pouquinho, não precisa se mexer, não precisa nem falar nada. Só fica. E me deixa a tarde roxa, e me deixa seu sorriso, me deixa um pouquinho de você que o frasquinho antigo já cansei de procurar! Sumiu. As suas fotos, os meus rabiscos, aquela velha canção... Nada! Quem foi que me tirou você assim? Eu falei pro tempo me avisar... Mas ele correu de novo, branco com a cartola, correu... E me deixou aqui, de vestido azul, me perguntando se grande ou pequena deixei de te procurar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A primeira letra do começo

Rabiscar seus olhos e colorir os pássaros lá de fora. Faz tanto tempo...
Acordes lidos e o som que não é tão literal. Parece até saudade...
Suas músicas, o seu sorriso, a minha boca e mais canções... Eu não me canso de imaginar.
Quantos dias faz que não te vejo? Eu já perdi a conta. Vai ver já nem sei mais contar...
Contar os cortes, os tropeços, o outubro passado... Vem de novo comigo?
Eu vejo tanta gente assim... Perdida, realista, como quiser chamar... Às vezes parecem pessoas sem nem saber do que lembrar! E é tão triste o olhar delas! E só o que me vem à mente são os olhos, de água, de águia, de falcão. De abraço, de carinho, de solidão. De meus, de seus, de querer de volta. Vem pra mim? E canta, que seu abraço ainda me vem... Traz de novo o aperto forte, mas não me espera pra soltar! Viaja comigo, imagina que a gente ainda pode voar!

sábado, 12 de março de 2011

E vem como o mar...

O cabelo sujo, mas era só água... água dos seus olhos a me escorrer.
Água que nem vi passar. Mas que carregou barco em correnteza.
Olhos de ressaca... os meus, os seus... os olhos... que olhos?
Pés descalços, minha nudez quase sua.
Sombras bastardas, e quem liga pra elas?
Passos leves, o peso de seu corpo ao lado meu.
- Eu... que bom te encontrar.
- Espera, não fala. Antes eu preciso...
Curvas ao som do mar. Uma corrida, um mergulho, um sorriso. E você vem, lavar a alma. Sem bordões, motivos ou pretextos. Levar o grunhido soluçante de boates. O cheiro forte de pessoas à procura de um disfarce. As perguntas de vitrola, sempre as mesmas ao som de hits. Piscar de luzes e escuridão de almas. Pouca importância... Afinal, quem quer saber aonde moro? Foda-se a minha universidade ou o que vou fazer no carnaval. E a cor? E a televisão de madrugada? E a canção que não sai da cabeça? Vem me consolar, vem de novo pra eu saber do seu dia, vem que todo papo parece fútil e nada especial.

Vem que a praia de manhã não foi feita pra uma pessoa só...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

And I don't need...

eu não preciso de sua confusão densa e imprecisa. ou de sua fala insegura e seu jeito leve demais. não preciso de suas dores ou de seus passos na frente dos meus. seus pensamentos muito mais rápidos e contrastantes com o que eu realmente quis dizer. não preciso daquelas palavras que li nem das que sei que já pronunciou. E não, não preciso de outras lágrimas. Não quero as dela. Ou as suas, ou as de ninguém. Já me bastam as minhas que sufocando um dia chegaram a me inundar...

Em minha mente, músicas insistentes no silêncio a espera de seus dedos. Já os meus, ah! Meus dedos brandem ágeis procurando esconder o tremular que só de pensar me vem. Também meu peito vibra, e pede o abraço a me cobrir e transbordar. Uma, duas, quantas vezes quiser... E o pescoço oblíquo espera o toque embaraçado que de doce a bravio nem um segundo separa. Mas que não mais do que isso também duram. E você foge, eu fico. Mas me leva também. E na dúvida me encaro tão lá quanto em qualquer outro lugar. E fecho os olhos buscando algo que me prenda às margens desenhadas. Para logo já não saber quando foi que o gravite deixou os sonhos despertar.

... another kind of green to know: I'm on the right side with YOU. ♪