Por que assim? Eu só queria aqui e agora. Eu só queria... aqui... agora. Você. Seu riso, meu álcool. Minha imaginação, sua infâmia. Seu dia, minha noite. Seu cheiro e vontade. Sua vida e a minha. Aqui e agora.
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domingo, 18 de março de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
De Vez Em Quando
Porque de vez em quando, só de vez em quando, a gente fica assim. Para assim. Sente assim. E se pergunta o que fez de errado e o que não deu certo. O que a gente não sabe é que não houve nada errado, nada que poderia dar certo. Tudo aconteceu como deveria ser, e se não deu, não deu. Não é culpa do que fez com outros, não é sua culpa, não é culpa de ninguém. Só não deu certo. Só não aconteceu tudo ou qualquer coisa que você queria que acontecesse. Só não acompanhou sua imaginação. E se é pra colocar culpa em alguém, que seja nela. Nela que pensou e não fez, nela que te iludiu e se esqueceu que não podia cumprir. Nela que disse e não falou. Nela que continua com um monte de dúvidas que você não pode, ou não quer mais ter as respostas, simplesmente porque não faz mais sentido, ou talvez nunca tenha feito.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Ela e ele
Ela gostava de dias chuvosos. Ele adorava suas pernas. Ela se lembrava das luzes fracas e o primeiro toque, um leve ressoar pelo pescoço. Ele lembrava do escuro, e de beijos e de coxas. Ela sentia medo. Ele não queria solidão. Ela era um mar de palavras. Ele uma brisa de verão. Ela buscava encontros, ele paixão. Ela queria sorrisos, ele algo parecido com razão. Ela queria entender, ele por outro lado... só queria sentir. Mas não demais por favor, porque depois do fim da estação... quem sabe mais um ano ou dois, a gente não tem como imaginar quando vai se encontrar mais uma vez, não é?
sábado, 10 de dezembro de 2011
Yellow
Paixão pelo que se faz, sorte pelo que se tem. Razão que te toma tudo. E olhos e chamas e o que eu não quero ver. São tantas palavras... Tantas imagens ou mesmo momentos que se repetem quando só o que desejo é esquecer. Porque nunca é simples. Porque nunca é puro. Porque não digo, e assim fujo imatura do que ainda me passa sempre de raspão. Dessa vez foi quase, rapaz. E quem diria que eu nem precisaria me esforçar no final. Foi mais simples porque você se foi. E doeu mais porque não fui eu quem decidi. E no fim gosto de me iludir que sou sempre eu quem decido. Então meu peito pede pra você vir de novo, me fazer feliz essa noite e deixar te machucar amanhã, pra nunca mais querer voltar. Pra dizer que quase amou, mas que eu era louca demais pra suportar. E sim, eu quero te ferir. E assim vou me ferindo também, bobinho. Porque é assim que faço. Vem no mesmo pacote que o sarcasmo e a vontade de beijar sua boca. No mesmo em que só participam caras com mais de 400km de distância e paixonites que chegam a durar até alguns meses... Então... vê se não me esquece tá? Ou quem sabe venha morar na minha rua pra variar um pouco. Talvez eu demore um pouco mais pra me cansar de você...
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