E agora, quando as luzes piscam: um sorriso, um olhar, um suspiro. São letras, canções e frases cortadas ao meio. Não são minhas. Não cabem em ti. Não querem dizer nada além do que dizem. E sou obrigada a improvisar. A dizer o que realmente quer dizer. A falar o que ninguém pode ter declarado, porque somos nós. Porque não há o que possa ter tal significado. Porque não há de existir igual. Porque não quero nem ao menos semelhante. Porque não preciso de motivo algum. Porque a pergunta não tem mesmo uma resposta. E meu silêncio é a mais bonita das palavras. É um sem nome de infinidades e desmotivos pelos quais eu só quero estar com você.
terça-feira, 22 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
...
E aí os olhos piscam, as letras cantam, os dias fogem e o mundo voa. E aí você está no olho do furacão. No meio do buraco negro. No eterno infinito ou na imensidão. E aí você não sabe quando mudou, se quis, quando deixou. E aí é você e mais nada. Sem sorriso, sem voz, sem canção. Sem motivos, opiniões ou caminhos trilhados. É só mais alguém que deixou pra sempre de ser só mais alguém. E aí você já não sabe mais o que pensar...
domingo, 18 de março de 2012
Eu só queria
Por que assim? Eu só queria aqui e agora. Eu só queria... aqui... agora. Você. Seu riso, meu álcool. Minha imaginação, sua infâmia. Seu dia, minha noite. Seu cheiro e vontade. Sua vida e a minha. Aqui e agora.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
De Vez Em Quando
Porque de vez em quando, só de vez em quando, a gente fica assim. Para assim. Sente assim. E se pergunta o que fez de errado e o que não deu certo. O que a gente não sabe é que não houve nada errado, nada que poderia dar certo. Tudo aconteceu como deveria ser, e se não deu, não deu. Não é culpa do que fez com outros, não é sua culpa, não é culpa de ninguém. Só não deu certo. Só não aconteceu tudo ou qualquer coisa que você queria que acontecesse. Só não acompanhou sua imaginação. E se é pra colocar culpa em alguém, que seja nela. Nela que pensou e não fez, nela que te iludiu e se esqueceu que não podia cumprir. Nela que disse e não falou. Nela que continua com um monte de dúvidas que você não pode, ou não quer mais ter as respostas, simplesmente porque não faz mais sentido, ou talvez nunca tenha feito.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Ela e ele
Ela gostava de dias chuvosos. Ele adorava suas pernas. Ela se lembrava das luzes fracas e o primeiro toque, um leve ressoar pelo pescoço. Ele lembrava do escuro, e de beijos e de coxas. Ela sentia medo. Ele não queria solidão. Ela era um mar de palavras. Ele uma brisa de verão. Ela buscava encontros, ele paixão. Ela queria sorrisos, ele algo parecido com razão. Ela queria entender, ele por outro lado... só queria sentir. Mas não demais por favor, porque depois do fim da estação... quem sabe mais um ano ou dois, a gente não tem como imaginar quando vai se encontrar mais uma vez, não é?
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